Sou daquelas que começa estudando matemática, mas no fim encontra-se com um rascunho de um texto na mão. Os cálculos dão lugar aos devaneios da minha mente ou a simplesmente meus sentimentos que se transformam em palavras como num passe de mágica. Parece que quando eles estão ali escritos numa folha de papel fica mais fácil de entendê-los. Se precisasse entendê-los, porque costumo dizer que basta senti-los. Sempre gostei de escrever, aos treze anos estava decidida a ser jornalista, e sonhava em ter minha própria revista. Tenho dezenove anos e não quero ser mais jornalista, tão pouco já estou numa faculdade. Bom até estive lá, mas cursando um desses cursos que as pessoas cursam quando não conseguem passar pro que querem. Foi uma briga, mas tranquei minha matricula ano passado. Não posso dizer que meu plano perfeito falhou. Afinal já quis ser jornalista, assim como também já quis ser bailarina e modelo. Fiz sete anos de jazz e três cursos de modelo, passei em dois concursos e cheguei a fazer dois testes de elenco. Mas a vida não segue nenhum tipo de planejamento meticuloso. Ainda sonho em ter uma revista, mas penso antes me formar em design , e sonho também fazer um curso de moda fora do Brasil. Os sonhos são assim, instáveis, mutáveis e possíveis. Basta acreditar.
Odeio rotina, mas adoro fazer aqueles cronogramas de horários mesmo sabendo que nunca os cumpro. Sou assim, preciso de impulso, de um ponto de partida. Depois que pego o ritmo, sigo meu rumo e deixo os cronogramas de lado.
Sempre fui muito confusa e quando se trata dos meus sentimentos sou mais ainda. Só tenho certeza que tudo muda e se ainda não mudou pode mudar.
Mudanças, ainda bem que ela existe. Fico feliz de olhar pra trás e ver que mudei. Ver que parei de me importar um pouco com o que os outros dizem, ver que comecei a entender mais meus sentimentos, ver que não passo mais duas horas dentro do provador da loja chorando porque tudo fica grande em mim, ver que mudei de escola antes de cair em depressão. E ver que o problema talvez não fosse eu, como eu pensava que era, fosse apenas o lugar errado e as pessoas erradas e ver que meu terceiro ano na minha nova escola foi incrível e que em um ano eu conheci pessoas que levarei pra vida toda. Ver que minha auto estima mudou. Aumentou, se fortaleceu. E não creio que tenha sido apenas devido a meses de academia, ao fim da puberdade ou ao fim do quase bullying na antiga escola. Foi uma mudança dentro de mim. Quando a gente se ama o resto do mundo começa a nos amar também. Já briguei muito com a balança e comigo mesma. Mas hoje sou bem resolvida com meu tamanho PP e meus 1,55 cm de altura.
Até o ano passado tive um relacionamento pra chamar de meu e vivia sonhando que a qualquer momento ia esbarrar com o homem da minha vida na rua. É, a probabilidade de isso acontecer é mínima e por motivos óbvios não aconteceu comigo. Mas hoje, tenho a certeza que aos dezoito anos já encontrei o amor da minha vida sim. Não foi nenhum cara que esbarrou em mim numa tarde ensolarada no meio do trânsito conturbado da cidade grande e tão pouco foi amor a primeira vista. Mas já tinha encontrado o amor da minha vida há três anos, mesmo nem ele nem eu sabendo disso. Vivemos três anos de impossibilidades, incertezas, dor e sofrimento. Lembra que eu falei que quando se trata dos meus sentimentos sou a pessoa mais indecisa do mundo? Pois é, durante esses três anos os sentimentos e as maneiras de gostar foram se misturando e me confundindo, nos confundindo, nos machucando. Mas enfim, nos entendemos, e já estamos namorando há mais de 1 anos. Ele foi morar na Itália, já que ele é de lá, ia fazer faculdade e ia passar 5 anos, mas as coisas não deram muito certo e ele acabou voltando. Agora só volta pra lá depois de dois anos de novo e espero que dessa vez comigo. Haha
Eu precisaria falar disso, afinal essa historia e esse garoto faz parte de mim. Alias é graças a ele e a toda nossa complicada história que escrever virou uma mania. Os textos e a freqüência de textos guardados na gaveta aumentam ou diminuem de acordo com o humor da nossa relação. Ou às vezes só depende do meu humor mesmo.
Ainda fazem parte de mim muita coisa... Sou escoteira há dez anos. Aqui em casa meu pai, minha irmã e minha mãe também são. Respiro Escotismo. O Escotismo pra quem não sabe é um Movimento mundial de jovens com mais de 29 milhões pelo mundo todo. Que através da educação não formal tem o objetivo de formar jovens com cidadania ativa e bons de Caráter. Não vendemos biscoitos e não só atravessamos velhinhas, acampamos, viajamos e fazemos inúmeros trabalhos comunitários. Como eu já tenho dezenove anos sou Pioneira, o Ramo do escoteiro destinado a pessoas dessa idade. Agora sou voluntária que nem meu pai e minha mãe. E vou repassar tudo que aprendi. E Acho que todo mundo devia ser voluntário alguma vez na vida. Faz bem. Ver o sorriso no rosto de alguém também faz a gente ficar feliz.
Enfim, foi nesse movimento que eu conheci as melhores pessoas da minha vida (inclusive meu atual e primeiro namorado, aquele citado ali em cima) e é por isso que esse movimento toma boa parte do meu tempo e das minhas melhores memórias. Vou tentar passar pra vocês aqui no blog o que eu já vivi através dele.
Não é porque eu sou escoteira e sei fazer uma fogueira e armar uma barraca que eu também não goste de maquiagem e balada. Ando de All star, me sujo na lama mas também não resisto a um bom salto 15.
Por mais clichê que isto seja, tenho um estilo muito eclético. Do meu guarda roupa a minha playlist. Sou meio bossa nova e 'rock'n roll', literalmente.
Eu simplesmente amo musica. Poderia passar o dia inteiro falando o que eu mais escuto. Mas quando é pra escolher sempre escolho Los Hermanos, Oasis, SOJA, Switchfoot, Cazuza,Maria Gadú etc. Sou louca por redes sociais e não passo um dia sem ver meu horóscopo. E se você quer saber se eu to estressada, feliz ou com sono veja o que eu to escutando. Minhas preferências musicais também variam de acordo com meu humor.
Mesmo tendo uma relação difícil com meu pai, amo minha família e meus amigos incondicionalmente, não importa o quanto eu reclame deles. Tenho uma irmã mais nova que é simplesmente meu porto seguro e admito que na maioria das vezes quem parece a irmã mais nova e vai pedir colo sou eu. Moro com meu pai, minha mãe, minha irmã e minha vó linda, que é bem avó mesmo, daquelas que faz comida, compra roupas e chocolate o tempo todo.
Acredito em Deus mesmo não tendo uma religião especifica e acho que o mundo pode, algum dia, sim,se tornar um lugar melhor.
A idéia do blog veio da minha própria caixinha da memória de verdade, sim eu tenho uma. (vou tirar uma foto dela decente e postar aqui dps) e é lá que eu guardo tudo, desde o ingresso do cinema com o namorado até uma jóia de família, enfim tudo que foi importante pra mim de alguma forma. Sabe, eu acho que nossas memórias são o que de mais precioso nós temos. E imagina que mágico se realmente existisse um lugar onde poderíamos guardar tudo aquilo que não queremos esquecer jamais? Pois assim será o blog, compartilharei com vocês de tudo.







